Senti-me inteiramente dentro da história do meu país.

Meus amigos sabem o quanto me interesso por qualquer assunto que envolva o continente africano e sua relação com o Brasil. O que me deixa também curiosa é saber quais eram as condições que o povo africano viveu no meu país na época da escravidão.

Essa minha curiosidade me fez começar a buscar informações e conhecer pessoalmente alguns objetos que fizeram parte da vida deles para que pudessem trabalhar para seus senhores. Visitar o Museu Afro Brasil me fez sentir próxima à realidade dos negros africanos escravos. O sentimento que tive ao me aproximar de cada peça usada por eles trouxe a sensação de voltar ao tempo, como se eu tivesse participado pessoalmente daquele momento, foi emocionante e triste. Acredito que a emoção deveu-se ao fato de tanto estudar o assunto no ensino regular ou para pesquisas, mas nunca estar além do que o papel diz; triste por tentar imagina o quanto eles sofreram e o como foram abusados pelos seus donos. A cada peça que me aproximava, eu parava, observava bem e tentava visualizar aquilo em uso. Nunca me senti tão próxima à história do Brasil como dentro desse museu. Recomendo.

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Cadeira de Arruar – século XIX

Como já diz o nome, arruar, essa cadeira era usada para andar nas ruas. Quem as conduzia eram escravos e, o transportado, sempre uma mulher. No Brasil Colonial, era costume as mulheres, principalmente as casadas, não terem contato com a sociedade. A proximidade que tinham se restringia a familiares próximos e, eventualmente, padre confessor. Para que o transportado pudesse fugir aos olhares curiosos das pessoas que transitavam pela rua, essas cadeiras tinham coberturas e uma espécie de cortina ao redor. Passear em uma cadeira de arruar pressupunha certo padrão econômico, pois era necessário dispor de alguns escravos para a tarefa de carregar a cadeira. 

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Potes de Água

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Cestas para Vegetais 

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Joias Crioulas

As negras escravas usavam joias por ordem de seus senhores. Através delas eles mostravam, em festas, o grande poder de consumo que possuíam. As concubinas e prostitutas também usavam para atrair clientes.

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Lamparinas

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Bateias

“Deve-se principalmente aos negros a adoção das bateias de madeira, redondas e de pouco fundo, de dois a três palmos de diâmetro, que permitem a separação rápida do ouro da terra, quando o cascalho é bastante rico. A eles se devem também as chamadas canoas, nas quais se estende um couro peludo de boi ou uma flanela, cuja função é reter o ouro, que se separa depois em bateias.” (Wilhelm Ludwig Von Eschwege, 1833)

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Secadora de Roupas

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Prensa para torresmo e banha – em madeiraImagem

Gamela

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Prensa para uva – madeira e metal

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Moenda de cana-de-açúcar

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Cocho para melaço

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Bancada para lapidação de pedra

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Rodas de carro de boi

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Gargalheira e mordaças de ferro.

Serviam para castigar os escravos.

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Embolos de prensa de fumo

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Tachos

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