Tattoo também é arte

Antigamente, a tatuagem era considerada ato de vandalismo. Qualquer pessoa que possuía alguma se deparava com a dificuldade até de conseguir algum emprego. Apesar de eu não ter nenhuma, algumas me agradam bastante. Admiro quem se submete a fazer porque que dói demais.

Para o tatuador e artista Chaim Machlev, o corpo humano é um meio de mostrar sua arte. E que arte! Ele faz parte da turma dos inovadores nesse assunto. Sua maneira de trabalhar difere dos tradicionais tatuadores que encontramos por aí. Antes de começar qualquer trabalho, ele estuda minuciosamente qual parte do corpo vai ser desenhada e até a posição que esse desenho ficará. Ou seja, seu ponto de partida é o corpo, para depois decidir as formas do desenho e local.

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Published in: on 26/12/2013 at 12:41  Deixe um comentário  
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Senti-me inteiramente dentro da história do meu país.

Meus amigos sabem o quanto me interesso por qualquer assunto que envolva o continente africano e sua relação com o Brasil. O que me deixa também curiosa é saber quais eram as condições que o povo africano viveu no meu país na época da escravidão.

Essa minha curiosidade me fez começar a buscar informações e conhecer pessoalmente alguns objetos que fizeram parte da vida deles para que pudessem trabalhar para seus senhores. Visitar o Museu Afro Brasil me fez sentir próxima à realidade dos negros africanos escravos. O sentimento que tive ao me aproximar de cada peça usada por eles trouxe a sensação de voltar ao tempo, como se eu tivesse participado pessoalmente daquele momento, foi emocionante e triste. Acredito que a emoção deveu-se ao fato de tanto estudar o assunto no ensino regular ou para pesquisas, mas nunca estar além do que o papel diz; triste por tentar imagina o quanto eles sofreram e o como foram abusados pelos seus donos. A cada peça que me aproximava, eu parava, observava bem e tentava visualizar aquilo em uso. Nunca me senti tão próxima à história do Brasil como dentro desse museu. Recomendo.

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Cadeira de Arruar – século XIX

Como já diz o nome, arruar, essa cadeira era usada para andar nas ruas. Quem as conduzia eram escravos e, o transportado, sempre uma mulher. No Brasil Colonial, era costume as mulheres, principalmente as casadas, não terem contato com a sociedade. A proximidade que tinham se restringia a familiares próximos e, eventualmente, padre confessor. Para que o transportado pudesse fugir aos olhares curiosos das pessoas que transitavam pela rua, essas cadeiras tinham coberturas e uma espécie de cortina ao redor. Passear em uma cadeira de arruar pressupunha certo padrão econômico, pois era necessário dispor de alguns escravos para a tarefa de carregar a cadeira. 

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Potes de Água

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Cestas para Vegetais 

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Joias Crioulas

As negras escravas usavam joias por ordem de seus senhores. Através delas eles mostravam, em festas, o grande poder de consumo que possuíam. As concubinas e prostitutas também usavam para atrair clientes.

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Lamparinas

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Bateias

“Deve-se principalmente aos negros a adoção das bateias de madeira, redondas e de pouco fundo, de dois a três palmos de diâmetro, que permitem a separação rápida do ouro da terra, quando o cascalho é bastante rico. A eles se devem também as chamadas canoas, nas quais se estende um couro peludo de boi ou uma flanela, cuja função é reter o ouro, que se separa depois em bateias.” (Wilhelm Ludwig Von Eschwege, 1833)

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Secadora de Roupas

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Prensa para torresmo e banha – em madeiraImagem

Gamela

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Prensa para uva – madeira e metal

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Moenda de cana-de-açúcar

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Cocho para melaço

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Bancada para lapidação de pedra

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Rodas de carro de boi

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Gargalheira e mordaças de ferro.

Serviam para castigar os escravos.

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Embolos de prensa de fumo

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Tachos

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