Não esperar para não criar expectativas

Chega uma fase da vida que a pessoa precisa de uma autoavaliação. Sentar consigo e rever suas atitudes dentro daquilo que lhe foi ensinado em toda a fase da infância e da adolescência e perceber se realmente faz parte da sua essência agora como adulto. Geralmente, ocorre quando já nos sentimos responsáveis pela nossa vida, pelos nossos atos.

Pensando sempre no próprio bem-estar, é normal que em uma determinada fase da vida as pessoas façam uma autoavaliação para saberem se realmente estão no caminho certo para alcançar seus objetivos. Sejam eles materiais ou espirituais. Mas, dificilmente, é percebido que muitas das atitudes e “valores” que foram criados por quem nos orientou durante nossa fase de crescimento não são adequados para aquilo que buscamos.

Claro está que falo de nossos pais ou aqueles que assumiram esse papel. É indiscutível que TODAS as pessoas que assumem essa missão querem nos dar o melhor delas, ou a vida delas para nos ver felizes e satisfeitos. Cada um acha que está sendo o melhor pai e a melhor mãe. Portanto, não há regra para ser pai e mãe, cada situação tem suas particularidades. Eles tentam ser o exemplo para os filhos, e os filhos carregam isso pra vida toda. Tanto é verdade que se repararmos, muitos dos nossos comportamentos são reflexos dos deles ou de algum deles.

Os valores que nos passam servem como manual de sobrevivência para a gente, são nossos heróis, nossos protetores, e neles vamos acreditar e glorificar eternamente. São perfeitos.

Mas e quando essas mesmas pessoas, que se dedicaram e se dedicam a vida toda para nos dar o melhor que podem, cometem algo que está fora daquela regra de sobrevivência que nos ensinaram? O que fazer? É pensar que jamais esperaria isso da pessoa ou tentar compreender que é um ser imperfeito como você e que pode sim cometer suas falhas, afinal está também como aprendiz da vida?

Ao deparar com uma atitude inesperada e fora dos valores que lhe foi ensinado, o choque é grande, a decepção é indescritível. A mente fica perturbada e não se pensa em outra coisa até que se compreenda o que aconteceu. Se é que devemos tentar compreender o que aconteceu ou compreender que todos estamos sujeitos a cometer falhas. São falhas ou são experiências pela qual a pessoa está passando.

De uns tempos pra cá estou tentando aprender que temos vivências para o nosso aprendizado e características da personalidade, e não falhas/erros e defeitos ou qualidades, como costumamos classificar. Comecei a acreditar que quem criou tudo o que acham que é errado foi o ser humano. Pois para quem realmente devemos satisfação, todos somos vistos da mesma maneira e amados do mesmo jeito.

Penso que chegou o momento de pararmos (ou tentarmos) de dar tanta importância para o que as outras pessoas dizem e seguir o que nossa intuição pede, até mesmo se forem aqueles que a vida toda classificamos como perfeitos. No fim, até eles saem das próprias regras.

Uma hora eu aprendo, você aprende e todos viveremos felizes para sempre.

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Published in: on 10/04/2013 at 15:45  Deixe um comentário  

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