Meu carinho pelos africanos

Desde pequena sinto que tenho uma forte ligação com a África. Quando pensava nesse continente, vinha em minha cabeça apenas pobreza, fome e sofrimento. Hoje, com mais oportunidade de acesso às informações sobre os africanos, pude confirmar tudo que pensava em tempos atrás. E mesmo sabendo da situação de alguns países, ainda tinha em mente que algo de bom e bonito a África poderia ter.

No momento, estou em fase final da minha especialização em Linguística. O meu trabalho de conclusão de curso não poderia, claro, deixar de falar da linguagem. E sem pensar muito, decidi que falaria sobre a influência das línguas africanas na formação do idioma brasileiro. Já que a língua portuguesa falada no Brasil criou uma particularidade de dialetos que em nenhum outro país que fala esse idioma tem. A mistura de culturas e etnias nos proporcionou a rica língua que falamos hoje.

Sem desmerecer outros países que fazem parte da história do Brasil, achei justo focar um país da África que marcou fortemente sua presença quando o Brasil ainda era muito jovem: a Angola. E o dialeto que escolhi foi o quimbundo. Confesso que o artigo que fiz ficou lindo (risos). Consegui conversar, por e-mail, com duas pessoas angolanas: uma residente no Brasil; outra, em Angola mesmo. Felicidade inexplicável e infinitos agradecimentos pela participação dessas pessoas em meu TCC. Gostaria de ter falado de todos os países que fazem parte dessa história, mas precisei delimitar o tema.

A Angola foi o país que mais exportou escravos para o Brasil. Infelizmente, foi dessa maneira que os angolanos se instalaram por aqui. Mas por essa forma triste é que hoje nosso idioma é tão rico em dialetos africanos. A formação da língua portuguesa no Brasil deve agradecimento aos angolanos por hoje termos culturas tão belas e particulares, como a religião, a música, a culinária, etc.

Os negros africanos trazidos no navio negreiro tinham um jeito só deles de garra como fórmula de otimismo para enfrentar a nova realidade que os esperava aqui no Brasil. E é por isso que acredito que esse nosso otimismo e “jeitinho brasileiro” para os obstáculos podem ter sido herdados dos africanos.

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Published in: on 01/01/2012 at 22:28  Deixe um comentário  

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