Ler para crescer

Mesmo não fazendo parte de um corpo docente, tenho acompanhado matérias sobre a deficiência da dissertação em sala de aula. Sou formada em Letras, mas meu objetivo nunca foi dar aula para ensino regular. Porém, tenho me sentido incomodada com tantas pessoas falando que o ensino anda péssimo e não fazem nada para melhorar.

Desde minha época de estudante do ensino regular, que sempre foi em escola pública, percebo a deficiência dos professores em não estimular a leitura nos alunos.

Lembro-me de ter lido apenas um livro durante o ensino fundamental e médio indicado pelos professores. Na época eu não ligava para isso, pois achava que nunca iria precisar do conhecimento no futuro, ledo engano. Senti falta do hábito da leitura já nos estudos para o vestibular. Logo, senti mais ainda durante a faculdade.

Os professores estão mal-preparados. Muitos estão dando aula apenas pelo dinheiro, esquecem que 40 alunos POR AULA estão sob sua responsabilidade na orientação educacional. A partir do momento que decidem entrar numa sala de aula, tem que assumir a responsabilidade de orientá-los e prepará-los para o mercado de trabalho.

Com esse comentário que fiz, quero chegar no que diz respeito às dificuldades que a maioria dos alunos sentem ao ter que redigir um texto. Claro que eles vão sentir dificuldade: a atuação de qualidade dos docentes está caindo cada vez mais por falta de interesse; eles não incentivam os alunos ao hábito da leitura, que é o que ajuda no aumento de vocabulário; não ensinam corretamente o que é necessário ter numa redação para que ela fique com boa qualidade; ensinam apenas que precisa ter começo, meio e fim (isso que estou falando já acontecia quando EU estudava o ensino regular, imagine hoje em dia). Como vão ensinar o que não sabem?

Para que um aluno saiba fazer uma boa redação, o professor também precisa saber o que é uma boa redação, e isso depende do interesse e do objetivo que ele tem desde o momento que decide lecionar. Talvez o que mais me fez desanimar e ter decidido que não deveria dar aula foi não querer fazer parte desse sistema de educação medíocre que temos em nosso país, onde os próprios profissionais entram no jogo da política e se importam apenas com o que terão na conta bancária no final do mês.

Se queremos um futuro brilhante para nosso país, devemos incentivar desde já nossos jovens (desde criança) a adotarem o hábito da leitura, proporcionar a eles o direito de ter opinião própria por meio da leitura, pois o que temos tido são jovens desorientados e conduzidos por alguns adultos alienados.

Infelizmente, muitos pais não têm o costume de ler e, consequentemente, não incentivam seus filhos. Muitos professores também não têm o interesse de ver o crescimento de seu aluno. A Educação, na minha opinião, deve acontecer em conjunto – pais e professores -, no qual cada um tem sua função: professores a de orientar profissional e culturalmente; os pais, social e também culturalmente. Se o indivíduo não quiser absorver que recebe de pais e professores, será um problema dele, mas não poderá falar que não teve incentivo.

 

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Published in: on 28/03/2011 at 14:21  Deixe um comentário  

Deus é coração, é alma, é sensação.

Apesar de viver num mundo agitado como o nosso, ainda tenho o meu momento para recarregar as energias. Sim, as energias espirituais de que preciso para ter uma vida tranquila e feliz. Penso que, independente da crença, todo ser humano necessita de um momento de recarga da maneira que achar necessário, seja a pessoa evangélica, católica, espírita, budista, enfim.

Ouço muita gente que segue determinadas religiões falar que é preciso ir à igreja para agradecer a Deus tudo que temos e receber sua bênção para viver cada dia melhor. Podem me chamar de louca, mas eu tenho contato com Ele diariamente, não acho obrigatório ir a algum lugar para conversar com Deus, cada um tem seu jeito, sua forma de se relacionar com Ele.

A minha conversa com ele é por meio de sensações. Penso que toda sensação de paz, leveza, tranquilidade e harmonia é Deus se manifestando em mim. Se estou com algo para resolver e sinto conforto na maneira que vou resolver, para mim é ele falando comigo para seguir minha intuição; se qualquer atitude é necessária em algum momento e sinto conforto por agir de determinado jeito, para mim é ele me apoiando. Deus é coração, é alma, é sensação. Tantas vezes agi pela razão e pelo que as pessoas me diziam só tive aborrecimentos! Agora sigo meu coração!

Hoje, faço apenas aquilo que me agrada, sinto a liberdade que tantas pessoas vêm procurando ao longo dos tempos. Sinto a liberdade de ser eu, liberdade de não ser o que a sociedade determina como devo ser, liberdade de não ser como as pessoas acham que ficaria legal de ser. Tudo para mim é se: se eu me sentir à vontade com algo, vou em frente. Se não, paro e procuro seguir o que estiver dentro da minha vontade.

Se ficarem com raiva porque não fiz as vontades alheias, eu não sinto muito, não. Pois nada é pior do que fazermos algo apenas para agradar os outros e não a nós mesmos.

 

Published in: on 23/03/2011 at 19:45  Deixe um comentário  

Uma das formas de representar o Cubismo

Antes de falar do trabalho de Enno de Kroon, farei um breve comentário sobre o que foi o Cubismo para entenderem o trabalho dele.

O Cubismo foi um movimento artístico que teve seu início em Paris entre 1907 e 1914. Alguns dos artistas que mais ouvimos falar é Pablo Picasso e Georges Braque. Na literatura e poesia, o Cubismo recebeu influências de Guillaume Apollinaire, Vladimir Maiakovski, entre outros.

As figuras geométricas, mais representadas por cubos e cilindros, são características dessa época. A ideia é que de qualquer ângulo que a pessoa olhar a imagem, ela verá a figura de formas diferentes. A falta de preocupação com a aparência real das coisas também fazem parte do Cubismo.

No Brasil, o movimento só chegou após a Semana da Arte Moderna de 1922, alguns artistas apresentaram características cubistas, mas não puramente como em Paris. Alguns dos pintores que seguiram tendências do movimento foram Anita Mafalti, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.

Enno de Kroon

Em seu projeto, chamado ‘Eggcubism’, o artista holandês usa uma maneira pouco convencional para criar suas obras – caixas de ovos. Sua inspiração para o trabalho são as obras de Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963). Abaixo, veja alguns de seus trabalhos e, para conhecer um pouco, clique aqui.

Published in: on 01/03/2011 at 19:13  Deixe um comentário