O que sabemos sobre Respeito?

Tenho sentido que não está muito fácil viver com a sociedade atual. Em todos os momentos temos que nos atentar aos cuidados com o que falamos para que não nos prejudiquemos no futuro. E um futuro bem próximo talvez: daqui a uma semana; daqui a dois dias; daqui a um dia; daqui a algumas horas; daqui a alguns minutos ou daqui a alguma resposta de quem nos ouve.
São máscaras que sorriem a todo o momento, mas sempre me pergunto se ainda se lembram de suas essências, de suas verdades e reais valores. Para conviver com pessoas enigmáticas assim é preciso ter muito jogo de cintura e muita paciência. Às vezes me sinto enigmática, e é onde mais me desagrada, pois gostaria de ser eu mesma em qualquer situação.
A partir do momento que compreendermos na prática que respeitar o limite de cada um e impor nossos valores beneficia o respeito por nossa própria imagem, a relação do ser humano com o seu próximo será bem melhor e mais sincera. Penso que muitas pessoas ainda precisam saber o real sentido do respeito à sua própria imagem para depois respeitar a de outrem.
E se alguém diz que aprende vendo os outros fazerem, então não aprende. Pois só temos determinadas atitudes, neste caso o respeito, quando é de dentro para fora. Assim entendemos o que sempre escutamos: não faça com o outro o que não queremos que façam com a gente.
Por sermos pequenos aprendizes, um dia aprenderemos colocar o respeito em prática por meio do sentimento, que é a melhor forma de realizamos algo com sinceridade.

Published in: on 28/07/2009 at 02:07  Deixe um comentário  

Eu quero um com o Alexandre Pires

Hoje estava lendo a sessão Planeta Bizarro no site Globo.com. A moda agora é usar papel higiênico personalizado com a estampa preferida. Agora, imaginem estapas de coração, bolinhas, dinheiro, enfim? Desse jeito também quero escolher um superpersonalizado com a foto do meu amado ALEXANDRE PIRES (risos), mas não seria para uso normal como estão pensando, seria pra guardar mesmo de lembrança.

Published in: on 07/07/2009 at 21:27  Comments (2)  

A Língua Portuguesa e o Novo Acordo Ortográfico

Sábado (4 de julho) fui num minicurso sobre Língua Portuguesa e o novo Acordo Ortográfico. Quem o ministrou foi o linguista Wallas Cabral.
Primeiramente, ele falou da comunicação e sua variação linguística no que diz respeito ao preconceito que muitas pessoas têm com a maneira de falar de cada região do Brasil. Erroneamente, achamos que somente a nossa linguagem é a correta, ledo engano. O que conclui nisso é que não há regras para a fala e que qualquer forma de comunicação que o ser humano tem depende do contexto, da semântica e, claro, se interlocutor e receptor estão em sintonia quanto aos códigos usados.
Wallas exemplificou a comunicação com um dialeto do tupi-guarani, afirmando que dentro dele há diversas línguas. As palavras usadas como exemplo foram Amená (oxítona) e Amena (paroxítona). Essa quer dizer “tronco grosso de árvore” e aquela “fazer sexo violentamente”. Imaginem a frase: Vamos amená na amena? Interessante (risos).
Ao falar do Acordo Ortográfico, usou como exemplo a origem do pronome “você”. Disse que por volta de 1840 falava-se “vossa mercê”; depois vosmicê; mais adiante você; seguindo, o dialeto falado muito nas Minas Gerais como “ocê”; e hoje em dia o “cê”. Claro que na escrita sempre usamos o você, mas repare na língua falada, principalmente no coloquial, se falamos você ou cê.
Passada essa parte de comunicação, introduziu a gramática com palavras que sem causam dúvidas na hora de escrever. Seguem alguns exemplos:

– Exceção: atente-se que sempre que a palavra original tiver a letra “T” no final, sua derivação ocorre com a letra “C” (exceto = exceção).
– Maisena: todos sabemos que ditongo é o encontro de duas vogais (vogal+semivogal ou semivogal+vogal) na mesma sílaba, porém uma é mais fraca que a outra. As semivogais, que geralmente são as mais fracas, serão representadas na maioria das vezes pelas letras “i” e “u”. Quando o “i” ou “u” for pronunciado com menos força, grafa-se com a letra “S”. Em suma, depois de ditongo, o som de “Z”, grafamos com a letra “S”; som de “S”, grafamos com a letra “C” e som de “X” com a mesma. Parece complicado, mas se praticarmos vai resolver muito em nossa vida profissional.
– Calabresa, frieza, singeleza: regra prática para grafarmos corretamente é que quando for um substantivo abstrato, escrevemos com o final –eza; quando concreto, com o final –esa.

Uma palavra que escrevemos errado e eu não sabia é xampu, geralmente vemos shampoo. Wallas explicou na língua portuguesa (Brasil) não há o “sh” nas palavras. Aproveitando o gancho, outro comentário que Wallas fez foi sobre nossa definição de língua portuguesa. Se observarmos a escrita de Portugal e Brasil encontraremos muitas diferenças, inclusive semântica. Definiu, então, que falamos o idioma brasileiro, que é certo falar desta maneira. Boa defesa para isso é a significação que a palavra bicha tem em Portugal e no Brasil, cada um com seu sentido.
Continuou a palestra falando da prefixação no Acordo Ortográfico. Sintetizou explicando que quando o prefixo termina com uma vogal e a próxima palavra começa com a mesma vogal do prefixo, deve haver o hífen, pois a ideia dessa maneira de grafar é que nem o prefixo e nem a palavra percam seu sentido original; quando as letras forem diferentes, grafa-se tudo junto. Dentro desse contexto, há palavras prefixadas que começam com as letras “r” e “s”; elas devem ser sobradas quando juntas ao prefixo ficarem entre duas vogais. No caso da palavra que começar com a letra “h”, deve haver a hifenização porque o “h” não tem um som próprio, então para que a palavra e o prefixo não percam suas pronúncias originais grafa-se com o hífen. Como em toda regra há exceção, há prefixos que não foram modificados com a nova ortografia, como o prefixo “co”.
Sobre os comentários que Wallas fez sobre o acordo, percebi que encontrei outra pessoa que pensa como eu. Essa nova regra não beneficiará nenhum dos países que falam a língua portuguesa. Pelo contrário, estão tirando a originalidade de cada país, que independente do português que falam possui sua própria cultura. Li em alguns sites que a intenção da nova regra é unificar a grafia, mas o que importa mesmo é o sentido das palavras, que nada foi alterado, pois cada local tem sua interpretação.
“Imaginem como os outros países estão se sentindo com a exclusão do “c” da palavra facto? É como se fosse a exclusão do “d” do nosso advogado” (palavras de Wallas).
Enfim, o acordo ainda vai causar muito desacordo até 2012. É esperar para ver.

Published in: on 07/07/2009 at 01:13  Deixe um comentário  
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