Mãe solteira doida pra arrumar um pai pro filho.

Para nós que usamos transporte público, a cada dia é um assunto diferente que escutamos. A conversa do cobrador e do motorista de ontem começou assim:

– Motorista: Ela só quer saber de namorar. E olha que tem filho.

– Cobrador: Deve “tá” doidinha pra arrumar um pai “pro” filho.

Geeeente, pelo amor de Deus, que nojo desse tipo de comentário do cobrador. QUE NOJO! Chega a me dar ânsia de pensamentos desse tipo, pego ar só de pensar. Desde quando, hoje em dia, mulher depende de homem pra criar filho? Só se for muito lerda. Tanto o homem quanto a mulher podem muito bem criar o filho bem sem que tenha os dois juntos. Conheço pais solteiros que cuidam melhor do que as mães e vice-versa. Pensamento patético esse de que a criança precisa da presença de um homem. Hoje em dia, a mulher consegue muito bem ser independente e cuidar com maestria do filho. Não é porque a garota namora demais que ela quer “arrumar um pai pro filho”, sem generalizar, por favor, minha gente. Se for por causa de dinheiro, pensão existe pra isso, e se o pai não paga, existe a justiça que, aliás, é quando ela mais funciona no Brasil. E mais: tem muita mulher que se vira pra conseguir criar um filho, à maneira dela, mas se vira.

E não é necessariamente porque os pais estão juntos que o filho vai ser criado melhor. Precisamos desapegar dos padrões de comportamento que a sociedade criou e que só definham nossa vida. Percebo que as pessoas que mais sofrem são as que mais se preocupam com o que os outros vão pensar. Afinal, não é fácil agradar a todos: ou você se agrada ou agrada à sociedade. Optei por me agradar.

GQBL

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Published in: on 11/09/2015 at 11:08  Deixe um comentário  

Crie o seu PADRÃO

Não tem como chegar ao fim do ano sem fazermos uma retrospectiva da nossa vida, das coisas que conquistamos, das que deixamos de conquistar e cumprir com a famosa listinha que costumamos fazer de metas.

Pela primeira vez consegui cumprir com o compromisso que ASSUMI COMIGO. Neste ano, com todas as coisas que realizei e das que não realizei, entendi que fazer tudo aquilo que desejamos é assumir um compromisso com a gente mesmo. O que não conquistei da lista, entendi que foi porque primeiro eu precisava entrar no caminho para alcançar a meta, precisamos passar por processos para chegar a algum objetivo. E esse caminho está sendo maravilhoso, encantador, enriquecedor para mim, tanto profissional como pessoalmente. Temos a tendência de sermos totalmente fieis aos outros e nos deixando para segundo plano. Penso que isso seja um erro. Claro que é importante sermos comprometidos com as pessoas, mas quando nos deixamos de lado e colocamos os outros à frente é que vem a frustração, porque a reciprocidade não é verdade. Confesso que em algumas situações esperei muito das pessoas, por isso falo que é frustrante, pois cada um está num momento da vida. Expectativa é do MAL.

Antes, tinha dificuldade em entender como manter o foco. Hoje, o que pude absorver deste ano é que para não sair da linha são necessárias algumas atitudes: escutar seu coração e não o que os outros dizem; acreditar na sua capacidade de realização; assumir esse compromisso de realização com você mesmo e não criar expectativa na atitude alheia. O ano de 2014 me ensinou que o que chamamos de foco é esse “assumir compromisso conosco”, direcionar nossa vida para aquilo que desejamos sem dar ouvidos às críticas, que nem sempre são construtivas. Todos querem dar opinião em nossa vida, todos querem nos mostrar a realidade das coisas, e todos não sabem nem o que fazer com a própria vida.

Que 2015 seja mais um ano de sucesso para mim e para todos. E para quem não sentiu o sucesso em 2014, assuma esse compromisso com vocês mesmo, da maneira que achar que te faça bem. O melhor para nós não é o que as listas de 10 atitudes para ser feliz dizem, mas sim o que o nosso coração sente de confortável para fazermos. Saia do padrão da sociedade, crie o seu padrão.

GQBL

Published in: on 23/12/2014 at 12:13  Deixe um comentário  

Ser anormal, “aos olhos dos outros”, é a minha essência.

Depois de muito tempo sem escrever aqui, consegui arrumar um espaço no dia pra desabafar um tiquinho. Um assunto que me vem incomodando há algum tempo e que precisava colocar pra fora é o rótulo que as pessoas colocam na gente pelo simples fato de não compartilharmos dos mesmos gostos que a maioria. Está difícil agradar todos. Mas está mais difícil ainda fazerem com que eu mude meus objetivos ou minha maneira de ser pra agradar alguém.

Muitos amigos sabem dos meus gostos musicais, intelectuais, culturais e alimentares. E todos eles respeitam, cada um tem suas características. O problema está nas pessoas que caracterizam tudo que é anormal a elas como defeito. Aí é onde devemos tomar muito cuidado para não nos deixarmos para baixo por causa de opiniões de pessoas que não têm a mínima importância em nossa vida. Confesso que me sinto supernormal e autêntica da maneira que sou. Para mim, quem é anormal é a pessoa que sai da sua personalidade e age de maneira que possa se sentir aceita dentro de um determinado núcleo. Já tentei fazer muitas vezes isso e o que tive como saldo foi a perda da minha essência. E para tentar reencontrá-la e me reencontrar foi uma das coisas mais difíceis de conseguir para mim. Agora que estou conseguindo me reidentificar com o que gosto e sou, assumir isso me faz ter certeza de que as pessoas têm que se contentar com o que sou.

Se não estiver agradando, a única coisa que posso dizer é: SINTO MUITO……..POUCO!

Published in: on 01/12/2014 at 19:04  Deixe um comentário  

A vez das mulheres se mostrarem na dança com a prática do Lingundumbwe. Dança de iniciação feminina.

Foto - MMO Mozambique Foto: MMO Mozambique

Lingundumbwe é considera a versão feminina da dança Mapiko. Pode ser tanto mulher adulta quanto adolescente. Porém, como exige bastante desenvoltura na sua execução, dá-se preferência para meninas adolescentes por terem mais agilidade nos movimentos. As dançarinas vestem roupas típicas dessa dança: são totalmente cobertas de panos da cabeça aos pés. Os tecidos são colocados de maneira que ao dançar, os movimentos das dançarinas fazem esses panos se mexerem rapidamente conforme o ritmo. Enquanto seus passos seguem a direção para frente e para trás, seu tronco se inclina para frente e os braços esticados para os lados e para frente com uma leve curvatura. Em suas mãos, a bailarina segura em suas mãos um objeto que pode ser ou dois lenços com machado ou enxada; se não tiver um desses objetos, pode ser apenas uma vara. Infelizmente não consegui encontrar vídeos pra que pudesse mostrar mais na prática essa dança tradicional de Moçambique. Se alguém tiver fontes de onde posso ter vídeos assim, é só me falar.

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Como todos rituais africanos, a prática do Lingundumbwe também tem suas particularidades. Ela é realizada no lipanda, local onde ocorrem as cerimônias de iniciação feminina. Pois é, a mulherada também tem esse ritual ao chegar à determinada idade. E a dança é, nesse período de iniciação, o principal divertimento das meninas iniciadas, durando do primeiro ao último dia do ritual. Numa próxima oportunidade, posso escrever um pouco sobre como ocorre a iniciação feminina.

A dança Lingundumbwe é, como foi falado no início, a versão feminina da dança Mapiko. Porém, ela se tornou tão livre que no caso das meninas não há problema algum em as pessoas conhecerem a mulher mascarada como há na dança Mapiko. Os homens também participam da dança, mas APENAS para comandarem os instrumentos porque eles têm mais prática em seus manuseios.

Fontes:

MMO Moçambique

Moçambique Tradicional

Cabo Delgado DPTur

Lusodansa

Published in: on 26/09/2014 at 16:51  Deixe um comentário  

Sem paciência pra hipocrisia

Tantos posts sobre crítica política. Tanta gente que parece entender pra caramba do assunto, mas “tipo” entende. Tanta gente que diz o que é certo e o que é errado em cada partido político. Tanta gente dizendo em quem é o mais adequado votar. Tanta gente que pelas redes sociais se mostra superconsciente sobre o voto consciente. Tanta gente se mostrando informado sobre os debates. Tanta gente opinando sobre os debates. Tanta gente que faz tudo isso e não faz nada ao mesmo tempo. O que adianta só reclamar no Facebook pra mostrar pra lista de amigos que está participando do dia a dia do país? Mudar as coisas não é ficar compartilhando as notícias e continuar de frente pro seu note acompanhando a reviravolta. Depois, quando falo que justifico porque não quero me arrepender depois, ainda ouço que deveria participar. Pergunto: participar do quê? Da massa hipócrita que só diz e nada faz? Prefiro ficar neutra a colocar meus princípios em jogo pra ficar mostrando pros outros que sou o máximo (a vontade era escrever outro termo)!

Published in: on 03/09/2014 at 16:31  Deixe um comentário  

Comportamento agora virou tendência?

Infelizmente, muitas pessoas têm vergonha de assumir o que é.
Há algum tempo tenho me sentido meio perdida quando o assunto é seguir tendências. Não falo de tendência da decoração da casa, da moda, não. Digo tendência comportamental. São inúmeros textos publicados na internet sobre como se comportar em cada situação da nossa vida. São inúmeros passos de como descobrir se você está no caminho certo daquilo que deseja conquistar, realizar, etc. Antes eu ficava feito maluca tentando listar tudo e andar com a caderneta pra ver se não estava saindo do eixo, como se tivesse um roteiro a seguir pra algum filme. Depois, pensava como é que as pessoas postavam essas coisas nada a ver e para quê. E agora, eu penso: “se publicam é porque tem muita gente lendo e ‘comprando’ a ideia”. E quer saber? Não tenho dúvidas disso, pois percebo tantas pessoas agindo exatamente como os tais textos “orientam” que chego a pensar se estamos virando robôs, onde tudo é programado e ditado como devemos fazer. Hoje, as pessoas estão mais livres pra falarem o que quiser e, mais, pra criticar tudo que acham de “errado”, como se só o que fazem é correto. Para mim, isso passou da liberdade de expressão para a falta de respeito. Sim, muitos chegam a essa ponto. E é exatamente isso o que me incomoda. Se você tem alguma característica na personalidade ou faz algo na sua vida que não condiz com a tendência atual, você é criticado e colocado à prova. Pois é, as pessoas o encurralam como se você tivesse alguma obrigação de dar satisfação sobre o que faz da sua vida ou deixa de fazer. Até pouco tempo eu me sentia incomodada com isso, mas de uns dias para cá passei a ignorar esse tipo de comportamento. Afinal, esse tipo de pessoa também não é perfeito, como eu também não sou. Se meu gosto musical, se minha fé, meu estilo de vida não agradam, problema de quem se sente incomodado. Essa é a real!
Tenho refletido bastante e não quero mais tentar me moldar de uma forma que agrade uma, duas ou todas as pessoas. Nem Jesus conseguiu isso. Penso que a melhor maneira para vivermos bem é ignorar quaisquer passos de como agir em cada situação da nossa vida. A regra é aquela com a qual nos sentimos à vontade, pois lá no fundo sabemos o que realmente nos agrada. Claro que em alguns dias temos recaídas porque nos habituamos a “fingir”, mas nunca devemos desistir de buscar o bem-estar interior. E se alguém não gosta do que você é, %$#$#%-se.

Published in: on 29/08/2014 at 11:49  Deixe um comentário  

Redirecionando-se!

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É impressionante como em determinadas fases da nossa vida a gente se pega preso a algumas situações que não condizem com o que queremos viver.  Tem dia que pregamos determinados comportamentos e sentimentos como os corretos e que devem ser de um jeito para que a vida caminhe levemente. E exatamente esses comportamentos que pregamos serem corretos é o que nos mostra que estamos errados. Ou que devemos ser mais flexíveis.

Vejo que a vida é uma caixa de surpresas, e nem sempre agradáveis aos nossos olhos. E é nesse momento que vejo a importância de termos algum tipo de fé como base para sabermos lidar com a situação. Penso que o momento de dificuldade é o teste para termos certeza se tudo aquilo que aprendemos realmente está sendo absorvida de fato.

Como é difícil a gente entender que o nosso tempo não é o mesmo tempo da vida, não é o mesmo tempo de Deus. E aí como queremos que as coisas aconteçam de um dia pro outro e do jeito que achamos adequado, deixamos a ansiedade tomar conta. Mas quando paramos pra analisar, mesmo com a ansiedade e pressa de que tudo ocorra do nosso jeito, nada foi pra frente. Está tudo do mesmo jeito e o que apenas aconteceu foi o ganho de estresse, dores físicas e palpitações. É nessa hora que me dá vontade de LARGAR tudo, ter aquela sensação de entregar os problemas a alguém e sentir a leveza no corpo, na alma, se olhar no espelho e falar com sentimento: segue o jogo, já tem alguém cuidando de tudo pra você.

Deus está no comando!

Published in: on 11/06/2014 at 17:01  Deixe um comentário  

Defendo a mudança para idioma brasileiro

Ao iniciar a especialização em Linguística, com ênfase em Revisão de Textos eu já tinha em mente sobre o que seria meu TCC. Sou muito curiosa em conhecer sempre mais sobre as línguas africanas que influenciaram a formação do português falado no Brasil. Em muitas das leituras que fiz para referência do artigo científico encontrei renomados linguistas se referindo ao português daqui como idioma brasileiro. Durante a pesquisa, cheguei à conclusão (concordei, na verdade) que já chegou a hora de o nosso idioma conquistar sua independência. Entretanto, nunca expressei minha opinião porque sou uma formiga entre os especialistas da área de Linguística, preferi ficar calada.

Hoje, lendo um artigo que recebi pelo Portal Brasiliano, deparei-me com um texto que me deixou muito aliviada – e feliz – por não me sentir sozinha com essa opinião. O texto é de Marcos Bagno. Não vou redigir seu currículo lattes porque é extenso, prefiro que cliquem aqui, caso haja interesse. Mas só pra causar mais curiosidade, ele é doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela USP.

Abaixo segue o texto no qual ele fala sobre essa questão de se já não podemos nominar nosso idioma como brasileiro.

 

PORTUGUÊS OU BRASILEIRO? NÃO EIS A QUESTÃO

Por MARCOS – 10/06/2013 às 09:42

O ato social, cultural e político de nomear uma língua é um processo muito mais complexo e conflituoso do que a maioria das pessoas imagina. Antes de tudo, justamente por ser um ato político, ele escapa alegremente do domínio restrito dos especialistas em linguística e exige uma abordagem sócio-histórica bem embasada. E quando aplicamos essa abordagem às diferentes situações sociolinguísticas do mundo, encontramos, no mínimo, duas tipologias bem distintas: (1) línguas iguais com nomes diferentes e (2) línguas diferentes com nomes iguais.

Para ilustrar o tipo (1), vamos examinar o caso do híndi e do urdu. O urdu é a língua oficial do Paquistão. Como língua falada, o urdu é praticamente indistinguível do híndi, língua oficial mais importante da Índia. A diferença entre as duas línguas está no fato de que o urdu é utilizado como língua escrita por falantes muçulmanos e se escreve numa forma ligeiramente adaptada do alfabeto persa que, por sua vez, é uma variante do alfabeto árabe. O híndi, por sua vez, se escreve no alfabeto devanágari, originalmente empregado para o sânscrito, e é utilizado pelos falantes de religião hindu. A rivalidade histórica entre Paquistão e Índia, que gerou guerras sanguinárias entre os dois países, junto com a divisão religiosa, é o que explica a atribuição de nomes diferentes a um único sistema linguístico.

A situação das línguas da Índia e do Paquistão se reproduz em certa medida na antiga Iugoslávia. Depois da sangrenta divisão da antiga confederação socialista em diferentes pequenos Estados independentes, a língua que sempre se chamou servo-croata recebeu três nomes distintos: sérvio, croata e bósnio. As diferenças entre o sérvio e o croata sempre se restingiram à escrita: os croatas, católicos romanos, empregam o alfabeto latino; os sérvios, católicos ortodoxos, empregam o alfabeto cirílico; os bósnios, muçulmanos, empregam tanto o alfabeto latino quanto o cirílico. Com a criação dos Estados independentes da Croácia e da Bósnia, a língua, que para os linguistas é um sistema único com variedades locais que não impedem a intercompreensão dos falantes, passou a ser designada com nomes distintos, nomes de países, de nações.

A situação se inverte no tipo (2) e fica clara quando analisamos o caso da chamada “língua árabe”. Por razões de natureza religiosa, o que os falantes de “árabe” chamam de “árabe” é a língua na forma como ela se encontrava quando o profeta Maomé redigiu o livro sagrado do Islã, o Corão, no século VII. Essa língua, também chamada de “árabe clássico”, é uma língua morta, não é falada por ninguém como idioma materno, está restrita à literatura religiosa. Nos diferentes países chamados “árabes”, existem formas de falar tão diferentes entre si quanto, por exemplo, o português e o italiano, sem possibilidades de intercompreensão entre seus falantes, e não poderia ser de outra maneira. É uma ilusão ideológica achar que num território imenso, que vai do extremo ocidental da África até a fronteira do Iraque com o Irã, passando por todo o Oriente Médio, se fala uma só e única “língua árabe”.

No entanto, essa ilusão ideológica é sustentada pela própria cultura “árabe” tradicional, já que na maioria dos 22 países “árabes” o sistema educacional se dedica exclusivamente ao ensino do “árabe clássico” e de sua forma mais modernizada, o “árabe-padrão”, enquanto que os chamados “dialetos” particulares falados nos diferentes países não recebem apoio institucional nem são valorizados, embora sejam as verdadeiras línguas maternas nacionais. É inconcebível que 300 milhões de pessoas, distribuídas por um território tão dilatado, falem uma mesma e única língua “árabe”.

O caso do português também entra nessa segunda situação, ou seja, línguas diferentes do ponto de vista estrutural e dos usos (fonológico, morfossintático, semântico, pragmático etc.), mas que recebem o mesmo nome. Já sabemos que o nome das línguas não depende das opiniões dos especialistas. No caso do Brasil, ocorreu, na década de 1930, uma tentativa de designar a nossa língua majoritária como “brasileiro”, mas o projeto de lei que previa essa designação se afogou no meio do turbilhão político que acabou por instituir o Estado Novo e a ditadura de Getúlio Vargas.

Uma análise racional pode partir da seguinte pergunta: por que, 500 anos depois do desmoronamento do Império Romano, a bibliografia especializada já reconhece a existência de “línguas” como o francês, o castelhano e o português, mas não reconhece, 500 anos depois da expansão marítima portuguesa, a existência de diversas “línguas” derivadas do português quinhentista? Por que a mesma porção de tempo vale para uma classificação (línguas românicas: francês, espanhol, português etc.) mas não vale para outra (“variedades” do português)?

As pesquisas linguísticas empreendidas no Brasil têm demonstrado amplamente que o português europeu e o português brasileiro já são duas línguas diferentes, tanto do ponto de vista estrutural (fonológico, morfossintático, semântico), quanto do ponto de vista pragmático, discursivo etc. Seja qual for o nome que se dê a cada uma dessas línguas, o importante é reconhecer sua diferença e, principalmente, reconhecer que o português brasileiro é uma língua plena, autônoma, um sistema linguístico perfeitamente regrado e que nada tem de inferior a língua nenhuma do mundo, muito menos ao português europeu. Pelo contrário, o português brasileiro apresenta características únicas, que atraem a atenção dos linguistas estrangeiros, intrigados com esses fenômenos estruturais que isolam a nossa língua dentro do conjunto geral das línguas românicas.

A designação da nossa língua como português ou brasileiro depende única e exclusivamente de continuarmos ou não amedrontados por um fantasma colonial que teima em assustar ideologicamente aqueles que ainda consideram o povo brasileiro uma “mistura de raças” e, por isso, um povo incapaz de ter sua língua própria.

 

Fontes: Portal Brasiliano, MEC

 

Published in: on 23/01/2014 at 00:53  Deixe um comentário  

Minha primeira nota colaborativa

Quero compartilhar com todos minha nota colaborativa no site Afreaka.

Espero que gostem.

A influência das línguas africanas no português brasileiro: http://www.afreaka.com.br/notas/a-influencia-africana-na-formacao-da-lingua-portuguesa-no-brasil/

Published in: on 12/01/2014 at 21:51  Deixe um comentário  

Visita ao Museu Afro Brasil: um pouco mais da cultura afro-brasileira

Minha visita ao Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, rendeu muito assunto. Confesso que ainda sinto vontade de voltar e ver tudo novamente, de tão encantador que é. Além de toda a história da vida dos negros escravos aqui no Brasil, esse museu reserva uma grande variedade de quadros, esculturas e relíquias de grandes artistas que podemos passar horas observando e apreciando cada detalhe.

Logo na entrada, encontra-se uma exposição de vinis do artista nigeriano Fela Anikulapo Ransome Kuti. Fela registrou sua história no mundo da música também como compositor; foi o criador do Afrobeat e ativista político e dos direitos humanos.

Logo adiante, há uma variedade de quadros de diversos artistas, entre eles Yeda Maria, Benedito José Andrade, Arthur Timóteo Costa, João Timóteo Costa. Na terceira parte do museu, está a exposição de Manabu Mabe, Cardoso e Silva, João Alves e Willys.

Depois de todas as obras dos artistas citados acima, está localizado o salão no qual estão as peças, instrumentos, maquinários e tudo que foi utilizado pelos negros escravos no Brasil colônia. Veja post publicado sobre isso aqui.

Na instalação seguinte, onde é preciso subir uma pequena rampa para ter acesso, estão mais quadros, esculturas e cerâmicas. O artista que se destaca na cerâmica, que está presente no Museu, é o Francisco Brennand.

Logo depois quadros de Bori, nos quais as imagens são de pessoas fazendo rituais de oferenda à cabeça. Como esses abaixo:

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Por último, é interessante apreciar vasos e recipientes diversos com linhas de Izidorio Cavalcanti. O artista nasceu em Gameleira, Pernambuco, reside e trabalha e Recife, onde se formou em Desenho Arquitetônico no Liceu de Artes e Ofícios. Trabalhando com arte há 20 anos, explora as mais diversas técnicas e utiliza diferentes linguagens, desde o desenho até a performance. Atualmente, integra o Grupo MAMÃE e BO (Branco do Olho). Participou de diversas exposições coletivas e individuais em São Paulo, Ceará, Paraíba, Goiás, Rio de Janeiro, Florianópolis, Sergipe, Pernambuco e Valência (Espanha).

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Vale a pena reservar algumas horas do dia e conhecer, pessoalmente, tudo que esse museu tem a oferecer sobre a cultura afro-brasileira.

Published in: on 06/01/2014 at 21:24  Deixe um comentário  
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